Damião despede sumariamente o arrogante Luciano Dias

29/01/2011Noroeste

Em junho do ano passado Luciano mostra inconformismo (a imagem não deixa dúvida)com a saída de André Requena, que lhe estende a mão em despedida.

A queda do técnico Luciano Dias não surpreendeu. Ele, moralmente, já tinha caído em 23 de junho de 2010 quando recusou a assumir o time na disputa da Copa Paulista.

 

André Requena, então treinador da base, comandaria o time, mas para sua felicidade e azar de Luciano, recebeu convite do Barueri e deixou o Noroeste.

 

O então gerente de futebol Ricardo Occhiuto bem que tentou fazer Luciano assumir. O técnico, com moral pelo título de vice-campeão do Paulista Série A-2, bateu pé, não obedeceu Occhiuto e buscou apoio em seu amigo particular Beto Souza, que o trouxe para Bauru em 3 de fevereiro do ano passado.

 

Beto Souza ocupava cargo remunerado no Goiás, que acabou rebaixado à Série B do Brasileiro, mas mesmo à distância continuava dando as cartas no Noroeste.

 

Guardando a cadeira

Ricardo Occhiuto estava apenas guardando a cadeira para Beto retornar em outubro passado. Beto e Luciano montaram o elenco atual do Noroeste, 18º colocado no Paulistão e já ameaçado, com cinco rodadas, ao rebaixamento para a A-2 em 2012.

 

A atitude arrogante, prepotente e, sobretudo vaidosa de Luciano Dias que seguia recebendo significativo salário, treinava e escalava o time, mas mandada seu fiel escudeiro, o omisso Marcos Antônio Ribeiro para o banco de reservas, o enfraqueceu perante o elenco. Causou revolta junto aos poucos torcedores assíduos e indignação na Imprensa.

 

Pressionado dentro do clube e mais incisivamente por Occhiuto que queria demití-lo, Luciano Dias, contra vontade, decidiu sentar-se no banco de reservas na segunda fase da Copa Paulista, quando o time soçobrou em pleno ano do Centenário do clube.

 

Foi erro manter o técnico

Luciano Dias já estava definitivamente marcado. Foi erro de percurso do seu amigo e diretor executivo Beto Souza em mantê-lo para o Paulistão/2011.

 

O treinador que muitas vezes agiu como trairinha, batendo e escondendo a mão, e senhor da verdade soberana, como se única e inquestionável, se viu pressionado pelo próprio elenco, por jogadores que indicou e que lhe deram as costas, devido à sua arrogância.

 

Luciano já balançava com os quatro empates seguidos, mas não contava na estonteante goleada de 5 a 1 para o Americana, quando tomou nó tático, que o presidente Damião Garcia fosse ver o jogo no Estádio “Alfredo de Castilho”.

 

Presunçoso, prepotente, o treinador discutiu asperamente com o experiente volante Júlio César e pior, com o atacante Zé Carlos, artilheiro do time, com 14 gols, na A-2 e ídolo da torcida. Beto Souza em conversa ao pé do ouvido com o presidente Damião Garcia, na tribuna, ainda tentou manter o amigo de Campinas.

 

Luciano não contava tomar cinco gols e ver o elenco dividido, com muitos não o aturando mais. Após o vexame Damião Garcia o demitiu através de entrevista à Imprensa.

 

O Noroeste, para o bem de seu futuro no Paulistão, se livra do ambíguo Luciano Dias que em 35 jogos acumulou 15 vitórias, 10 empates, 10 derrotas e aproveitamento de 52,3%

 

Erlinton Goulart, especial para o Futebol Bauru

www.futebolbauru.com.br

29/01/2011.

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