Cruzeiro investigado pela policia por pagamentos suspeitos
Mais
de meio bilhão de reais
A história do Cruzeiro no primeiro ano de mandato do presidente Wagner Pires de Sá seria parecida com a de outros clubes brasileiros, se não estivesse à administração comprometida por indícios de irregularidades.
A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou inquérito para apurar denúncias sobre falsificação de documento particular, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Os investigadores já ouviram 15 pessoas, todas relacionadas de alguma forma com o Cruzeiro, entre funcionários e ex-funcionários, dirigentes e prestadores de serviços que realizaram transações com o clube.
“Estamos investigando principalmente transações e pagamentos suspeitos. Sem a devida prestação do serviço ou superfaturados”, afirma o delegado Domiciano Monteiro, chefe da Divisão de Investigação de Fraudes e Crimes contra a Administração Pública.
O inquérito se baseia em balancete contábil analítico, que demonstra pagamentos feitos pelo Cruzeiro no decorrer de 2018, ao qual o Fantástico da Rede Globo também teve acesso.
A reportagem foi além e conseguiu quase 200 páginas de contratos e planilhas de controle interno. Há evidências de que a Diretoria do clube mineiro quebrou regras da Fifa e da CBF, no âmbito do futebol, e do governo federal, por meio do Profut, programa de renegociação de dívidas fiscais com clubes.
Redação Futebol Bauru
27/05/2019
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