Corinthians vivencia guerra política

15/11/2011Mais Esportes

A três meses da eleição para presidente uma guerra política tomou conta do Corinthians. O presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Senger, amparado pela oposição, partiu definitivamente para o ataque contra atual presidente Andrés Sanches.

 

O resultado disso é que reunião do Conselho Deliberativo marcada nesta quinta-feira pode parar na Justiça, prejudicando o pleito, confirmado para dia 11 de fevereiro.

 

Além disso, Senger chamou Andrés Sanchez de “ditador” e dirigente “volúvel”, e voltou a criticar o contrato para a construção do Itaquerão assinado com a Odebrecht.

 

“Quero saber quem vai pagar essa conta do estádio? No dia em que assinei o contrato em 1º de setembro, falei para o presidente e disse: Andrés, estou assinando confiando em você, assinei só a última das 56 páginas. Depois, começou essa guerra toda”, afirma Senger.

 

Mudança no Estatuto

A nova briga política no clube é motivada por disputa que envolve mudança de Estatuto do clube. Além da polêmica sobre se os votos serão em cédula (papel) ou eletrônico, Andrés gostaria de alterar a forma da escolha dos conselheiros. Duzentos serão eleitos na próxima eleição.

 

“O Andrés me procurou e me disse, Senger, precisamos alterar o Estatuto do clube, mas não temos muito tempo. Disse a ele que iria estudar, mas que as coisas não são assim, como você quer. Dois dias depois fui surpreendido pela convocação que ele fez”, diz Senger, que classificou a reunião como ilegal.

 

“Ele deu um tiro no pé, assinou um atestado de ditador, contrariando tudo que ele fez quando assumiu o poder, eu não sou ditador, sou legalista”. Afirma o presidente do Conselho.

 

Entrará na Justiça

Senger disse que vai Justiça nesta quarta-feira para cancelar a reunião, marcada semana passada, em ata assinada pelo próprio presidente Andrés Sanches.

 

Na entrevista coletiva concedida por Senger, estavam conselheiros do clube oposicionistas a Andrés e um dos prováveis candidatos da oposição, Osmar Stábile, que dever ser vice da chapa de outro oposicionista, Paulo Garcia, filho de Damião Garcia, presidente do Noroeste e dono da Kalunga.

 

O candidato de Andrés é Mário Gobbi. Senger disse que as mudanças propostas por Andrés não são de vontade do presidente, e sim de pessoas que o assessoram. “O Andrés fica cercado desse pessoal que vocês conhecem, ele é volúvel e segue os caminhos dos ventos”, disparou.

 

Redação Futebol Bauru

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15/11/2011.

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