Copa 2014: São Paulo segue sem estádio
A situação de São Paulo como sede da Copa do Mundo de 2014 se complica a cada dia. Além da contaminação no solo do terreno em Pirituba, onde se pretende construir uma arena, o Corinthians se recusa a adotar o estádio após a realização do Mundial. Sem a participação do clube, ganha força o discurso de que a obra se transformaria em um “elefante branco”.
Até o início da Copa da África do Sul, o plano estava alinhavado. Por meio de articulações políticas, um grupo de investidores seria reunido para bancar a construção do estádio. Em seguida, a viabilidade econômica do empreendimento seria garantida com a presença do Corinthians, que mandaria seus jogos ali, o que traria grande público, receita e, consequentemente, o esperado lucro. O círculo virtuoso parecia fechado.
O processo começou a desandar na África do Sul. Lá como chefe da delegação brasileira, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, participou de várias reuniões que contaram com a presença, entre outros, do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, do presidente da Fifa, Joseph Blatter, e do secretário-geral da Fifa e principal crítico da preparação realizado pelo Brasil até aqui, Jerome Valcke.
Sanchez deixou claro que o clube já conta com projeto pronto para a construção de arena para 45 mil pessoas em Itaquera. Para aceitar mudar o plano e assumir o controle de outro estádio, o dirigente corintiano exigiu que a Fifa bancasse a manutenção do local por um certo período ou convencesse investidores a fazê-lo.
“Esse novo estádio precisa ter capacidade para 75 mil pessoas, pois deverá receber a abertura da Copa. Você sabe quanto custa manter um estádio desse tamanho?”, questionou o presidente do Corinthians.
Redação AFB
15/07/2010.

