Confederação, o maior adversário do boxe
Depois de 44 anos, o Brasil já garantiu duas medalhas olímpicas no boxe. Os atletas Adriana Araújo, peso leve, até 60 kg e Esquiva Falcão, peso médio, até 75 kg, classificaram-se para a semifinal de suas categorias, nesta modalidade não há disputa de terceiro lugar.
Adriana, assim como outros quatro membros da equipe de boxe na Olimpíada (Everton Lopes, Robson Conceição, Erica Matos e Robenílson Jesus) foi treinada por Luís Dórea por 15 anos.
Dono da academia Champions, em Salvador, Dórea treinou campeões da luta como Minotauro e Cigano, do MMA, e foi responsável por levar Acelino Freitas, o Popó, ao título mundial de boxe.
Querem a Bahia
Dórea diz não estar surpreendido com o desempenho de sua “aluna” Adriana e diz que a maior adversária dela vem da Confederação Brasileira de Boxe, mais precisamente do presidente Mauro José da Silva.
“A Adriana passou muita chateação, muita dificuldade por isso. Eles querem treinar aqui na Bahia”, disse. “Adriana é uma grande mulher e soube superar. Se não, já teria saído da seleção. O maior adversário nosso foi o presidente”, afirmou.
A opinião é compartilhada por Robson Conceição, atleta que competiu nos Jogos na categoria peso leve, até 60 kg. “Entre 2009 e 2010, fiquei de fora da seleção porque eu não queria ficar em São Paulo forçado pela presidência da seleção, que nos humilhava, botava a gente para baixo e fazia de tudo para nos prejudicar. Até hoje”, acusa.
Segundo Dórea, o presidente ameaça os atletas com frases como “É isso ou você vai embora”.
“A nossa academia é uma extensão da nossa família. A gente faz porque a gente ama. Lá eles são obrigados na seleção. Eles ficam de fora da família”, diz Dórea.
Redação Futebol Bauru
08/08/2012.

