Competições podem prejudicar crianças

09/07/2008Mais Esportes

A ONG - Organização Não-Governamental Save the Children apresentou nesta quarta-feira o relatório "Crianças em Competição", no qual critica a prática de esportes de competição por atletas cada vez mais jovens.

 

O estudo mostra que o esporte repercute positivamente no desenvolvimento físico, mental e moral de uma criança, porque além de ser uma diversão, é capaz de disciplinar e dar autoconfiança.

 

No entanto, a Save the Children diz que o esporte é prejudicial quando deixa de ser uma atividade lúdica e complementar e passa a servir apenas para "satisfazer os desejos dos pais".

 

Lesões ginastas

Segundo a ONG, 2.600 ginastas menores de 16 anos vão parar anualmente em hospitais do Reino Unido com lesões provocadas por exercícios físicos.

 

Além disso, cerca de 15% destas atletas correm o risco de sofrer com distúrbios alimentares, como a anorexia, ou problemas de crescimento, como a perda da massa óssea prematura.

 

O relatório também critica a China, cuja capital, Pequim, será palco dos Jogos Olímpicos em agosto. Para a Save the Children, "o vertiginoso êxito do esporte chinês ocorre junto ao rigoroso programa de treinamento estabelecido" em mais de 11.600 escolas esportivas, nas quais cerca de seis milhões de crianças treinam em condições "duríssimas" e chegam a sofrer maus-tratos de seus treinadores.

 

Já algumas modalidades colocariam diretamente em perigo a integridade física destes atletas prematuros, como o Muay Thai ou boxe infantil tailandês, um esporte que tem movimentado muito dinheiro e submete crianças a "condições terríveis", segundo a ONG.

 

Futebol

Há também o caso das corridas de camelos nos Emirados Árabes Unidos, proibidas em 2005, nas quais se utilizavam milhares de meninos seqüestrados em Bangladesh, Paquistão ou Sudão.

 

Outro motivo de crítica foi o "recrutamento" de jovens promessas de futebol, a maioria deles da África, que por meio de documentos falsos vão parar na Europa.

 

Segundo o relatório da ONG, 98% destes jovens vivem de forma ilegal na Europa, 70% são menores de idade e a maioria acaba nas ruas das grandes cidades, sem possibilidade de retornar aos seus países de origem.

 

Redação AFB/Fonte: Terra/EFE

www.futebolbauru.com.br

09/07/08.

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