Comida estragada para, de novo, obras no Maracanã
A nova paralisação dos operários do Maracanã é indigesta. De acordo com Nilson Duarte, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada, alimentos vencidos foram a gota d´água para a decisão dos trabalhadores, que cruzaram os braços.
Nilson Duarte disse que, nos últimos três dias, macarrão e feijão estragados, salada com bichos e leite fora da validade foram servidos aos cerca de 2 mil trabalhadores.
Duarte disse também que o lanche noturno servido pelo consórcio formado pelas empresas Delta/Odebrecht/Andrade Gutierrez passou de 3 horas para 5 horas da madrugada, o que aumenta a insatisfação dos profissionais.
A presença de um médico nutricionista no canteiro de obras do Maracanã também é exigida daqui para a frente. No entanto, as partes ainda não sentaram à mesa para conversar, o que sugere que a paralisação deve ganhar novos capítulos.
O cardápio de reivindicações não para por aqui. Segundo o presidente do Sindicato, os acordos firmados na primeira paralisação não foram honrados pelo consórcio.
Havia a promessa de que planos de saúde para todos os operários e suas famílias estariam válidos. A cesta básica, que passaria de R$ 110 reais para R$ 160 reais, permaneceu com o valor antigo.
Uma assembleia entre os trabalhadores está marcada nesta sexta-feira, às 7 horas, em frente ao Portão 13 do Maracanã.
Redação Futebol Bauru
01/09/2011.

