Clube rebaixado não paga e ameaça jogadores
A crise entre os jogadores do Comercial e o presidente Nelson Lacerda chegou ao seu ápice domingo à noite, em um posto próximo a Leme, na Rodovia Anhanguera.
Houve encontro inesperado e tenso entre as duas partes, no retorno de Piracicaba, após o empate, em um gol, com o XV de Piracicaba, que determinou o rebaixamento do clube de Ribeirão Preto.
Ao avistar o carro do presidente do Comercial no estacionamento, alguns jogadores foram em sua direção para cobrar a declaração de que somente alguns bons jogadores haviam recebido salário e que o atraso havia sido proposital.
De acordo com um dos jogadores que estavam na confusão, um segurança saiu do banco traseiro do carro e ameaçou sacar uma arma. A atitude irritou ainda mais o elenco, que passou a hostilizar o segurança.
“Você está armado? Então atira. Você tem 30 balas?”, perguntou um dos jogadores.
Na sequência, o auxiliar técnico Emerson, que trabalha com o técnico Vagner Benazi, conteve o segurança, que voltou para o carro. Em seguida, o veículo foi embora, sentido Ribeirão Preto.
Em entrevista ao GloboEsporte.com, um dos jogadores que estava na confusão, e não quis se identificar, relatou o fato.
“Fui um dos últimos a descer do ônibus. Os jogadores estavam p... da vida por causa da declaração que ele deu, dizendo que não pagou de propósito. De repente, surgiu esse segurança armado ameaçando a gente. Isso deixou os jogadores ainda mais nervosos”, comentou o atleta.
Os salários de fevereiro não foram pagos e alguns jogadores sequer receberam o mês de janeiro.
O Comercial foi rebaixado para a Série A2 do Campeonato paulista/2015, após empate com o XV. Em entrevista à Rádio 79, de Ribeirão Preto, o presidente Nelson Lacerda confirmou o não pagamento do salário e disse que não o fez porque somente alguns bons mereciam receber.
Redação Futebol Bauru
25/03/2014.
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