Clube demite funcionários por acusação de assedio sexual

26/08/2025Mais Esportes

O Atlético Mineiro demitiu três profissionais de seu departamento de fisioterapia após acusação de assédio sexual, moral e humilhações no ambiente de trabalho. 

O caso ocorreu em 2023 e gerou processos judiciais contra o clube e entre as partes envolvidas. 

Em um dos processos o Atlético Mineiro fez acordo com a vítima e pagou cerca de R$ 10 mil reais. Em outro, um dos envolvidos cobra R$ 223 mil reais de indenização pela demissão. As ações correm em sigilo, exceto a de indenização. 

Segundo documentos aos quais a ESPN teve acesso, a acusação de assédio ocorreu em agosto de 2023. Na ocasião, uma residente da fisioterapia foi surpreendida com a edição de vídeo com teor sexual. 

Ela acusa o assédio sexual após um fisioterapeuta do departamento de base lhe mostrar vídeo pornográfico editado com áudio retirado de vídeo profissional postado em seu Instagram, sem consentimento. 

Ignorando os pedidos da vítima, o vídeo foi espalhado para outros funcionários do setor e chegou até a atletas menores de idade, o que causou constrangimento e gerou difamação. 

A vítima solicitou que o vídeo em questão lhe fosse enviado, e os acusados seguiam afirmando tratar-se de uma brincadeira. 

O assunto foi inicialmente levado aos responsáveis pelo setor de fisioterapia, e ela afirma, a partir desse momento, ter sofrido perseguição dos colegas. 

Um dos acusados passou a tentar coagir a vítima, com medo das consequências do vídeo. Passou a ligar insistentemente, aparecer no outro trabalho da vítima e em outros locais onde ela estava, alegando estar deprimido, ter família e solicitando que ela mudasse a versão dos fatos. 

Além de informar ao responsável pelo setor, ela fez relato formal nos canais de denúncia do clube, anexando como provas o vídeo, registro de ligações, mensagens e áudios. 

Redação Futebol Bauru

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26/08/2025

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