Clube demite funcionários em todos os setores

03/09/2014Mais Esportes

As vendas do ala-direita Douglas, ao Barcelona, da Espanha, e do meia Lucas Evangelista, na Napoli, da Itália, renderam R$ 16 milhões e 800 mil reais aos cofres do São Paulo, mas a situação financeira do clube está longe de ser confortável.

 

Com time milionário para administrar mensalmente, perda de receitas e déficit negativo nos primeiros seis meses do ano, a ordem é enxugar os gastos.

 

Para começar a colocar a casa em ordem, o presidente Carlos Miguel Aidar, que assumiu o cargo há quatro meses, está promovendo reformulação em todos os departamentos do clube. Os funcionários de cada pasta que ganhavam os maiores salários foram demitidos.

 

O número de seguranças que trabalhavam em todos os jogos foi reduzido. O valor que recebiam também caiu para menos da metade. Muitos funcionários pararam de receber hora extra.

 

Conselheiros que tinham suas viagens bancadas pelo ex-presidente Juvenal Juvêncio, no passado, podem viajar agora desde que paguem por ela.

 

No futebol, alguns atletas e o técnico Muricy Ramalho estavam com direitos de imagem atrasados, mas os débitos foram quitados nesta semana.

 

Reflexo de Juvêncio

Fontes ouvidas pelo G1 dizem que a situação financeira atual é reflexo do último ano da gestão de Juvenal Juvêncio.

 

Mesmo com a venda do meia Lucas, ao Paris Saint-Germain, da França, que rendeu R$ 81 milhões de reais aos cofres do clube no início de 2013, o ex-presidente antecipou receitas e fez empréstimos para arrumar a situação na época.

 

Quando o novo presidente assumiu, um dos seus primeiros atos foi pedir antecipação da cota de TV para quitar as dívidas mais urgentes.

 

Para piorar, o clube perdeu o patrocinador master e ainda sofre com os atrasos do fornecedor de material esportivo.

 

A Semp Toshiba tinha vínculo até dezembro de 2014, mas passando por dificuldades financeiras, saiu em julho, deixando o clube sem receber R$ 2 milhões e 500 mil reais por mês.

 

De saída

A Penalty, fornecedora de material, tem acordo até o final de 2015, mas dificilmente continuará no ano que vem.

 

Como consequência, o clube fechou o primeiro semestre com déficit. Para zerar o negativo, somente negociando pelo menos quatro jogadores na janela de transferências que acabou na última segunda-feira.

 

Apenas dois saíram.  Aidar não aceitou propostas do Cesena, da Itália, por Ademilson, e do Al-Ahli, da Arábia Saudita, por Osvaldo, alegando que as ofertas eram  baixas.

 

Rodrigo Caio, que era considerada a mina de ouro do clube, sofreu grave lesão no joelho, o que freou sua transferência. Já havia entrado com a documentação para obter o passaporte comunitário e tinha negociação encaminhada com o Monaco, da França, por R$ 59 milhões de reais.

 

Redação Futebol Bauru

www.futebolbauru.com.br

03/09/2014.

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