Clube campeão Brasileiro poderá perder estádio e fechar
A crise financeira do Guarani, de Campinas, campeão Brasileiro em 1978, é tão preocupante que alguns pensam no pior.
Responsável pela consolidação dos processos trabalhistas na Justiça, a juíza Ana Claudia Torres Vianna mostrou ceticismo ao analisar a situação do clube.
Para ela, o Guarani passa por momento “gravíssimo” e, se não encontrar alternativas para quitar as dívidas com o próprio patrimônio, corre o risco de fechar as portas.
“A situação do Guarani é gravíssima. Se não conseguir a alienação do estádio, existem caminhos dolorosos, que passam pelo fim do clube e o começo de uma nova história, até com outra marca. Não descarto nenhum caminho. O que não vou permitir é que se venda o estádio por qualquer proposta”, afirmou a magistrada.
Residências no estádio
A maior oferta para comprar o Estádio Brinco de Ouro da Princesa é do grupo formado por Gold Business e outras duas empresas, todas ligadas a investidores de Jaboticabal
Oferecem R$ 70 milhões de reais parcelados em 120 vezes e prometem contrapartida ao Guarani, mas não dizem qual.
As demais ofertas são de R$ 65 milhões de reais da Lances Negócios Imobiliários, parcelados em 24 vezes e R$ 57 milhões de reais da MMG Consultoria, sendo R$ 46 milhões de reais à vista, mais 60 parcelas a partir de agosto e condicionantes
A Gold interessa construir pólo residencial, enquanto a intenção da Lances é incerta.
Com ou sem anuência do clube, a magistrada promete intervir ao máximo para regularizar as contas do Guarani.
Fala-se no prazo de um ano para resolver as contas e reiniciar a história do clube do zero, sem estádio e, talvez, com outro nome. Caso o leilão do Estádio Brinco de Ouro não dê resultados, a marca do Guarani será o próximo alvo da Justiça.
Redação Futebol Bauru
19/03/2015

