Clube afasta diretor e técnico acusados de receber dinheiro
O Nacional, tradicional clube formador de São Paulo, demitiu o técnico Betinho, acusado de receber propina para aprovar garotos nas categorias de base.
Em reportagem da Rádio Bandeirantes, o treinador foi acusado por um empresário não identificado, que diz ter pago R$ 10 mil reais para que seu filho fosse aceito no time.
Além de Betinho, o agente também identificou outra pessoa como parte do esquema: um homem chamado Josivan, que se apresentava como diretor do Nacional.
Segundo Paulo Sérgio Tognasini, diretor-executivo de futebol do clube, Josivan nunca foi funcionário, seria colaborador eventual, mas também foi afastado.
Para atestar a denúncia, o repórter Agostinho Teixeira entrou em contato com o Nacional se fazendo passar por pai e tio de dois garotos e conversou com Josivan.
Marcaram encontro na sede do clube, na Zona Oeste de São Paulo. O repórter disse que gostaria de colocar dois garotos no clube: seu filho e um sobrinho.
A resposta do dirigente foi direta: R$ 6 mil reais para que os garotos fossem aceitos, R$ 3 mil reais cada. Sem necessidade de peneira. Uma semana depois, o repórter voltou a entrar em contato para confirmar a negociação.
Josivan garantiu que estava tudo certo e revelou que o técnico do Sub-17, Betinho, participaria do esquema.
“Vai ser inscrito e vai jogar. Vai ser titular. Não faz teste nem nada. Já entra direto. Deixa eu te explicar como é: o Betinho é o treinador, eu sou o diretor. Eu que falo e mando. Eu já expliquei para o Betinho. Ele vai ajudar vocês por 6 mil reais”, disse o dirigente, em gravação divulgada pela rádio.
Redação Futebol Bauru
18/11/2015
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