Cidades terão dinheiro para fomento do esporte
O Ministério do Esporte assinará, a partir de 2010, convênios com Prefeituras para que acolham e fomentem modalidades olímpicas. Como contrapartida, o Governo injetará dinheiro nos municípios participantes. Serão liberados, inicialmente, R$ 60 milhões de reais em dois programas “Cidade Olímpica” e “Atleta de Ouro”.
É a primeira iniciativa após a vitória do Rio para ser sede da Olimpíada de 2016 na direção de transformar o Brasil em uma potência esportiva.
“Se uma cidade decidir se tornar um centro de excelência em algum esporte, no boxe, por exemplo, ela desenvolverá estrutura para o desenvolvimento dessa modalidade, tanto na parte física, com ginásios e equipamentos, como na parte técnica”, afirma o ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior.
Segundo o ministro, a ideia já foi apresentada ao presidente Lula, que teria gostado, e ao COB - Comitê Olímpico Brasileiro. A previsão é a de que Lula oficialize o projeto em breve, avalizando um crédito extraordinário.
O dinheiro sairá do orçamento da Secretaria de Alto Rendimento do Ministério do Esporte. O “Cidade Olímpica” contemplará numa primeira fase cem cidades. Cada uma delas receberá R$ 300 mil reais de auxílio.
De acordo com estudo da Secretaria de Alto Rendimento, com esses recursos será possível construir um núcleo de esporte de base, reformar e ampliar equipamentos esportivos nas cidades escolhidas.
“Existem inúmeras cidades pelo Brasil que poderiam se candidatar, isso pulverizaria o esporte por todo o país. Essa ideia não é para o atleta de alto rendimento, é para a base”, argumenta o ministro Orlando Silva.
Dirigentes esportivos já haviam feito sugestão no sentido de estabelecer parcerias com Prefeituras. Foi o caso de Roberto Gesta de Melo, da Confederação Brasileira de Atletismo, cuja entidade fez acordo com a Prefeitura de Maringá (PR).
Atleta de Ouro
Outra iniciativa do Governo Federal prevista para o próximo ano e que ganhou fôlego com a conquista dos Jogos-16 é o programa “Atleta de Ouro”, que contemplaria competidores do alto rendimento sem condições hoje para serem contemplados pelo programa Bolsa-Atleta.
Em andamento, o programa aumentará a população no “topo da pirâmide” e aprimorará desportistas da elite. A previsão é a de que sejam liberados R$ 30 milhões de reais, que serão distribuídos a 80 esportistas depois de análise do COB e das Confederações das modalidades. Pelos cálculos, cada atleta receberia R$ 375 mil reais por ano.
O perfil do “atleta de ouro” é o do ginasta Diego Hypólito, com possibilidade de disputar medalha olímpica. Se o competidor estiver ranqueado entre os dez melhores do mundo, ele já se enquadra nesse processo de escolha. O programa só irá contemplar aqueles que participam de esportes individuais.
Os resultados
Redação AFB
14/10/09.

