CDD cobra política pública de esportes

07/03/2008Mais Esportes

Com mediação do advogado José Pinheiro, presidente da CDD/OAB-Bauru, a audiência pública, na Casa do Advogado, garantiu a realização dos campeonatos amador, pelas duas Ligas. O estádios deverão ser entregues, reformados, pela Semel em abril próximo.

A audiência pública promovida e realizada nesta quinta-feira à noite pela CDD - Comissão de Direito Desportivo, da OAB-Bauru foi marcada pela disposição ao diálogo e entendimento entre as partes.

 

O secretário de esportes José Carlos de Freitas demonstrou, durante as mais de três horas de debates, boa vontade em melhorar as instalações das praças esportivas, começando pelos estádios distritais.

 

Representando o prefeito Tuga Angerami, o chefe de gabinete João Batista Porto, enfatizou a exaustão ter a Prefeitura outras prioridades, repetindo “a falta de recursos porque herdamos dívidas”. Foi lembrado pela CDD que o lazer é garantido pela Constituição.

 

O futebol aos domingos, a partir de maio, está assegurado pelas duas Ligas que garantiram ao promotor de justiça Fernando Masseli Helene ser possível realizar os campeonatos utilizando os quatro estádios, na Bela Vista, na Vila Giunta, no Jardim Redentor e no Núcleo Gasparini que estão sendo reformados e que serão entregues pela Semel, segundo Freitas, no início de abril.

 

O presidente da Liga Bauruense de Futebol Amador, Vicente Silvestri, que levou para a Casa do Advogado representantes de 18 times, afirmou que viabilizará recursos junto aos clubes para melhorar os distritais da Vila Dutra e Vila Santista, “para que possamos realizar os campeonatos da 1ª e 2ª Divisões”.

 

A Liga Bauruense também mandou recado a Prefeitura em faixas expostas ao fundo do auditório. “Os estádios são da Prefeitura. A responsabilidade de conserto é do prefeito e não dos clubes”.

 

O recém empossado presidente da Liga Bauruense de Futebol de Salão, Wilson Maceri cobrou reformas nos ginásios de esportes. José Carlos Freitas pediu tempo, “já que a prioridade da Semel é reformar os estádios distritais”. Freitas também se pôs à disposição das Ligas para “ajudar” a remodelar os campeonatos com menos jogos.

 

O advogado José Pinheiro, presidente da CDD e que mediou os debates, em nível elevado e com respeito mútuo, lamentou o desinteresse do Legislativo e do Executivo na criação do Conselho Municipal de Esportes (CME) e do Fundo Municipal de Desenvolvimento Esportivo (FMDE), projetos entregues ao vereador Primo Mangialardo e ao então secretário dos Negócios Jurídicos, Emerson Silva Ribeiro, em junho de 2006, e engavetados.

 

A Audiência Pública foi comemorada pelos esportistas “como histórica”, pelo significativo número de pessoas e porque, principalmente, reuniu representantes da Prefeitura, da Semel, da Câmara Municipal, do Ministério Público Estadual e Federal, das Policias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros e das Ligas, entre outros segmentos do esporte, interessados em melhorar o esporte em Bauru.

 

Discursando em nome da CDD, o professor Roberto Bonelli criticou o atual estado de abandono e descaso das praças públicas. “Mais que remendar os alambrados é preciso criar definitivamente uma política pública de esportes, para a ocupação das praças, para a manutenção e conservação dos locais”, observou.

 

Ainda em nome da CDD, Bonelli manifestou-se surpreso e perguntou: “Porque não se planejou, porque não foi feita dotação orçamentária para a reforma dos estádios e das praças esportivas?”. O secretário ouviu em silêncio.

 

Erlinton Goulart

Especial para o Futebol Bauru

07/03/08.

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