CBF volta a se reaproximar dos militares
O presidente da CBF, José Maria Marin, abriu as portas da Seleção Brasileira para os militares.
Os convocados pelo técnico Mano Menezes para a disputa da Olimpíada de Londres, em julho/agosto, não vão se preparar na Granja Comary, e sim treinar, pela primeira vez depois de quase duas décadas, em uma área militar.
Nesta quarta-feira, a seleção vai se exercitar no campo da Esefex - Escola de Educação Física do Exército, na Urca, zona sul do Rio de Janeiro.
A CBF bancou até parte da reforma do campo da escola. Há três semanas, funcionários da CBF trabalham no gramado para adequá-lo aos padrões de Mano.
O treino será a imagem mais simbólica da aproximação da CBF com os militares. Desde que chegou à entidade, Marin contratou pelo menos três militares.
Governador na ditadura
Governador biônico de São Paulo, durante a ditadura, o atual presidente da CBF chamou um coronel reformado para um dos cargos estratégicos da CBF.
Demitido por Ricardo Teixeira há cerca de dois anos, o coronel Haroldo Castelo Branco voltou para cuidar da segurança da seleção e comandar o campeonato de comunidades. Na gestão Teixeira, Castelo Branco trabalhou nos mesmo cargos.
Criada em 1933, a Escola de Educação Física do Exército foi um dos locais preferidos de treinamento das seleções de futebol nos anos 1970.
Lá, a seleção comandada por Zagallo fez a preparação antes de embarcar para a conquista do tricampeonato no México.
A escola da Urca deu até um treinador para a seleção brasileira. Formado nos anos 1960 na instituição, Claudio Coutinho, já falecido, foi um dos responsáveis pela preparação física do time de 70 e comandou no campo a seleção, eliminada invicta, no Mundial de 1978, na Argentina.
Redação Futebol Bauru
10/07/2012.

