Câmara deverá abrir CPI contra a CBF

09/07/2014Mais Esportes

A eliminação do Brasil vai reacender a tentativa de parlamentares de criar CPI - Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a CBF - Confederação Brasileira de Futebol.

 

Em 2011, o deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) até conseguiu o número de assinaturas para formalizar o pedido da CPI na Câmara, mas colegas seus voltaram atrás depois de uma visita do então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, a Brasília (DF).

 

Em dezembro de 2012, o deputado federal Romário (PSB-RJ) recolheu, em menos de 48 horas, 188 assinaturas e protocolou o requerimento de instalação da CPI.

 

Eram necessárias 171 assinaturas. Mas o pedido ficou na gaveta do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (PMDB-RN). Alves disse haver outras solicitações de CPIs na fila, por isso, não estabeleceu prazo para a instalação da Comissão que apuraria supostas irregularidades em contratos da CBF com seus patrocinadores e se estenderia aos gastos com a organização do Mundial.

 

Alves seguiu orientação do governo federal, temeroso de que uma CPI um ano antes da Copa poderia trazer prejuízos à imagem do País e da organização do evento.

 

A CBF entrou em campo em 2013 para refazer sua “bancada da bola” e agiu nos bastidores para brecar o pedido de Romário.

 

Um dos líderes do movimento pró-CBF foi o deputado federal Vicente Cândido (PT-SP), vice-presidente da FPF - Federação Paulista de Futebol e amigo e sócio de Marco Polo Del Nero, presidente eleito da CBF, que tomará posse em abril de 2015.

 

Nos últimos meses, Romário liderou críticas e denúncias contra os dirigentes da CBF. Envolveu o ex-presidente Ricardo Teixeira, o atual, José Maria Marin, e Del Nero. Chegou a chamá-los publicamente de “ladrões”.

 

Redação Futebol Bauru

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09/07/2014

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