Bronze do falecido João do Pulo é questionado
A Associação de AA - Atletismo da Austrália exigiu investigação da IAAF - Federação Internacional de Atletismo sobre a polêmica final do salto triplo dos Jogos Olímpicos de Moscou, em 1980.
Os australianos afirmam que os árbitros anularam indevidamente um salto que daria o ouro para Ian Campbell para beneficiar os soviéticos, que levaram ouro e prata com Jaak Uudmae e Viktor Saneyev, respectivamente.
Mudança no resultado da prova poderá tirar do pódio o brasileiro João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, que ficou com o bronze após também ter tido saltos anulados na decisão de forma contestável, um deles inclusive lhe daria o ouro à frente até mesmo de Campbell.
Em sua terceira tentativa, Campbell aterrissou entre a marca de 17,39m e a do recorde mundial de João do Pulo (17,89m). Os árbitros anularam o salto alegando que o australiano queimou, o que a AA nega com base em imagens da transmissão original da prova.
Segundo a AA, especialistas analisaram as imagens e afirmaram que o salto foi de 17,51m, com imprecisão de não mais do que 4cm. Assim, Campbell superaria Uudmae, que levou o ouro com 17,35m.
Bronze com a marca de 17,22m, a 2cm da prata, João do Pulo teve dois saltos anulados pelos fiscais soviéticos. Segundo analistas internacionais, os dois teriam sido válidos e um deles, inclusive, teria superado os
O brasileiro morreu em 1999 por causa de cirrose hepática e infecção generalizada, após sofrer acidente de carro e perder uma das pernas.
Questionada sobre como deve se portar, a Confederação Brasileira de Atletismo, via sua assessoria, preferiu não se alongar no tema.
“Se a Austrália pedir mesmo a revisão, o Brasil entrará na questão, defendendo a medalha do João. O presidente da CBAt não tem dúvida que contará com apoio do COB em um eventual processo”.
Redação Futebol Bauru
25/07/2015.
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