Bauruense recordista em Pan-Americanos poderá reassumir seleção brasileira

14/12/2015Mais Esportes

O bauruense Antônio Carlos Barbosa com mais de 50 anos de carreira poderá voltar a comandar a seleção. (CBB/Divulgação)

O bauruense Antônio Carlos Barbosa com mais de 50 anos de carreira poderá voltar a comandar a seleção. (CBB/Divulgação)

O bauruense Antônio Carlos Barbosa, 70 anos, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, na Austrália e recordista de participações em Jogos Pan-Americanos, com seis, a primeira em 1971 em Cali, na Colômbia e a última em 2007, no Rio de Janeiro, poderá voltar ao comando da seleção brasileira de basquete feminino.

 

Barbosa poderá substituir o técnico Luiz Augusto Zanon, 52 anos, que pediu demissão sexta-feira passada, a menos de oito meses dos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro, pela primeira vez, em mais de cem anos, na América do Sul.

 

Barbosa, um dos maiores nomes do esporte de Bauru ao lado do ex-tenista Roberto Cardoso, hexacampeão dos Jogos Abertos do Interior e da ex-jogadora de basquete Jacy Boemer Guedes de Azevedo, se retornar à seleção poderá ter a ex-jogadora Adriana Santos, 44 anos, na função de coordenadora.

 

Crise no basquete

“Está encaminhando”, disse Barbosa à Folha ao ser questionado sobre a possibilidade de voltar à seleção. “Não está nada certo ainda, mas chega nessa hora e buscam um nome experiente”, explicou o treinador.

 

Barbosa faz trabalhos junto à CBB - Confederação Brasileira de Basquete desde o ano passado, realizando clínicas e palestras no Brasil e no exterior. Segundo o bauruense sem vínculo com a entidade.

 

A seleção está no meio de crise entre os seis clubes da LBF - Liga de Basquete Feminino e a CBB.

 

“Em um momento desses, se você não aceita o convite e cai fora, você não está certo”, respondeu Barbosa sobre a chance de aceitar o cargo.

 

Nas últimas semanas, os clubes ameaçaram não liberar jogadoras para a seleção, que tem evento-teste da Olimpíada, de 15 a 17 de janeiro, no Rio.

 

Zanon saiu

O boicote aconteceria se não houvesse a troca de Zanon, entre outros pedidos de mudança no comando do basquete feminino no país.

 

Uma das mudanças pode estar em curso com a chegada de Adriana, ex-jogadora da seleção, campeã mundial na Austrália-1994, prata nos Jogos de Atlanta-1996, nos Estados Unidos e bronze em Sydney-2000.

 

“Recebi o convite da CBB para coordenar o ciclo até a Olimpíada. Vou dar a resposta. Antes avisei que precisava conversar com meu marido e com o doutor Emerson (Assis, presidente da Unimed, para quem trabalha em um projeto social)”, explica Adriana à Folha.

 

Coordenadora da equipe de Americana até ano passado, a ex-atleta serviria para apaziguar os ânimos do basquete feminino no cargo de coordenadora da seleção.

 

Muita coisa errada

“Sei da guerra que existe entre a CBB e o colegiado de clubes. Se eu puder ajudar, eu vou. Mas sei que há muita coisa errada na CBB, muita mesmo, com as quais não vou compartilhar”, afirma.

 

“Tenho filha, marido, emprego, não vou sair de casa para ser um vaso ou uma planta. Se for assim, estou fora. Vou conversar com eles. Quero que essa guerra termine e que as meninas tenham tranquilidade para a Olimpíada”, conclui Adriana.

 

Redação Futebol Bauru

www.futebolbauru.com.br

14/12/2015

Veja Também