Basquete: Londrina perto do fim

13/04/2010Mais Esportes

Penúltimo lugar no Novo Basquete Brasil. Técnico demitido. Jogador gravemente lesionado e nebulosidade na prestação de contas de 2009. A soma de todos esses fatores pode tirar o Londrina (PR) da terceira edição do NBB, em 2011, caso a diretoria não consiga reerguer o clube após a temporada de perdas dentro e fora da quadra.

 

O Londrina deve salários aos jogadores, o treinador Ênio Vecchi saiu da equipe pela porta dos fundos e o ala-pivô Bernardo Alves aguarda na casa dos pais a solução financeira para poder operar o joelho lesionado na partida contra o Flamengo há mais de um mês. As explicações de dirigentes e atletas se confrontam, e a crise foi instalada.

 

Com uma história de dedicação ao basquete de Londrina, Ênio Vecchi se diz magoado com o desrespeito apresentado pela diretoria da Associação Desportiva Londrinense. O técnico afirma que foi demitido enquanto esperava na fila de uma lotérica da cidade.

 

A versão do técnico é contestada pelo presidente da ADL, Paulo Chanan. O dirigente o acusa de tentar sabotar a participação do Londrina na terceira edição do NBB. “Ele foi demitido no saguão do hotel, sim, por um diretor da associação. Explicamos que não teríamos como pagar o salário que ele recebe, pois haverá uma reestruturação no clube. O que aconteceu realmente que o Ênio não conta é que descobrimos que ele estava montando uma associação para roubar a nossa vaga no NBB”, afirma Chanan.

 

Ênio nega a intenção de formar uma nova equipe em Londrina. Apesar disso, o técnico diz que todos os jogadores do time estão ao seu lado, caso precise, já que os atletas e a comissão técnica lutam juntos pelo direito de receber os salários atrasados.

 

“Não recebemos integralmente desde o início do NBB, em outubro passado. Tivemos muitos problemas de estrutura, faltou muita coisa. Mesmo assim, disputamos um campeonato digno. Isso tudo é uma falta de respeito com Londrina, que respira basquete. Agora, estou demitido. Não pedi, mas todos vieram me dizer que se solidarizam comigo e não querem mais jogar pela ADL”, garante o técnico Ênio Vecchi.

 

Redação AFB

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12/04/2010.

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