Basquete: Bassul dispara contra Iziane
O técnico da Seleção Brasileira de basquete feminino, Paulo Bassul, que classificou o Brasil para as Olimpíadas de Pequim, explicou os motivos que o levaram a tomar a decisão de não convocar a ala Iziane para os Jogos Olímpicos em Pequim, na China, em agosto.
Para o técnico, o problema ocorrido no Pré-Olímpico, em Madrid, na Espanha, neste mês, foi apenas a gota d'água, último ato de uma série de atitudes egoístas da jogadora perante o grupo.
“Aquilo ali, para o público foi o início de uma crise, mas, para nós, foi o fim. As coisas são de origem interna e eu já tive situações anteriores a essa”, disse Bassul, em entrevista ao Sportv.
O treinador ainda comentou toda a trajetória da relação profissional entre os dois. “No mundial juvenil, a primeira competição que eu trabalhei com a atleta, ela era tida como a melhor daquela geração. Quando ela ficava muito marcada, ela continuava chutando. Quando é assim, a jogadora tem que distribuir o jogo, e ela não sabe fazer isso”, analisou Bassul, que disse ter aconselhado Iziane diversas vezes nos últimos anos.
Atleta problema
Segundo o técnico brasileiro, o desempenho dela, apesar de muito bom nas cestas, era fraco em outros fundamentos, o que prejudicava não só ela, mas toda a equipe. “No item cesta, ela era a melhor, mas em eficiência, era a nona. Chamei ela de lado e disse que ela poderia ser mais útil para o time, poderia equilibrar seu jogo, mas a reação dela foi horrorosa”, afirmou.
Segundo Bassul, “Ela jogou o 1º quarto e não foi sequer uma vez para a cesta”, disse o técnico, que revelou o que disse a jogadora na ocasião: “Você não valoriza minha cesta, então eu não vou mais”, teria dito Iziane.
Em 2003, Iziane foi para a WNBA, e recusou a convocação para o Mundial Sub-21. Para o treinador, “ali foi o primeiro sinal de alerta. A equipe cresceu sem ela, o que deveria ter sido bom para a jogadora, porque ela poderia entender a situação”, avaliou.
O individualismo de Iziane, porém prosseguiu: “A ordem dela está invertida, ela não pensa na equipe. Dificilmente ela renova com o mesmo time, justamente por causa desse tipo de situação”, disparou.
O treinador ainda contou um outro episódio, desta vez pelo Ourinhos. “Titulo pra ela é secundário, tanto que ela não foi nem na comemoração, ela se mandou, e não comemorou com as companheiras”, finalizou Bassul, se referindo ao título da equipe paulista no campeonato Nacional.
Redação AFB
24/06/08.

