Atual presidente da CBF presidia Federação com dinheiro público

17/01/2016Mais Esportes

Coronel Nunes agora na CBF

Financiado pelo governo do Pará e pela CBF - Confederação Brasileira de Futebol, aliado de Ligas e clubes amadores e favorecido pela idade.

 

Assim, Antônio Carlos Nunes, 77 anos, coronel da reserva da Polícia Militar paraense, manteve-se no poder por mais de 20 anos na Federação e chegou ao comando da CBF.

 

Longe de ser dirigente de sucesso, foi escolhido no início do mês por Marco Polo Del Nero, em licença, para substituí-lo nos próximos 150 dias.

 

Acusado pela Justiça dos Estados Unidos de participação em esquema de corrupção, Del Nero optou por coronel Nunes, como é conhecido, devido à fidelidade.

 

Fotos com Ricardo Teixeira e João Havelange, ambos também investigados por corrupção, estampam as paredes do seu gabinete na Federação do Pará.

 

Agora Nunes terá que aprender a comandar a CBF sem ajuda de cofres públicos. Investigada pela CPI do Senado, a CBF não recebe do governo para evitar intervenção, realidade diferente da vivida no Pará.

 

O governador Simão Jatene (PSDB) repassará cerca de R$ 8 milhões de reais para bancar o Campeonato Estadual. A Federação vai receber por volta de R$ 1 milhão 300 mil reais somente para organizar o evento. O governo local paga aos clubes até os direitos de TV da competição, transmitida pela emissora Estadual, segundo a Folha.

 

Vice mais velho da CBF, Nunes deixou de ser coadjuvante em dezembro. Eleito às pressas com apoio de Del Nero para evitar a posse do opositor Delfim Peixoto, 75 anos, coronel Nunes é atualmente o primeiro na linha sucessão da CBF. Pelo estatuto, o vice mais velho assume o poder em caso de renúncia do presidente da entidade.

 

Redação Futebol Bauru

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17/01/2014


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