Atlético Mineiro pagou multa dos argentinos
O dinheiro da multa de R$ 38 mil reais paga pelo Arsenal de Sarandí, da Argentina, foi emprestado pelo Atlético Mineiro.
Ainda no estádio Independência, em Belo Horizonte (MG) para acompanhar o desfecho da situação, o presidente do clube mineiro, Alexandre Kalil, preencheu o cheque.
Do valor total, R$ 26 mil reais, serão destinados a cinco instituições filantrópicas. Os outros R$ 12 mil serão divididos em indenizações a vítimas das agressões.
Os crimes cometidos pelos jogadores foram lesão corporal e desacato a autoridade.
Além de pagar a multa, os argentinos tiveram de pedir desculpas públicas perante as autoridades brasileiras por determinação da juíza Patrícia Froes.
Após a derrota de 5 a 2 para o Atlético Mineiro, pela Libertadores, o time argentino partiu para cima do árbitro para reclamar e logo passaram a agredir os PMs que davam proteção ao árbitro. Na saída para o vestiário, voltaram a agredir policiais.
A comandante do CPC - Comando de Policiamento da Capital, coronel Cláudia Romualdo, foi agredida com um chute no peito. Os argentinos também destruíram cadeiras e parte do teto de gesso do vestiário do estádio.
Os argentinos só puderam deixar o estádio após o término de todo o processo policial e judicial. Havia no estádio um delegado de polícia para tomar o depoimento e encaminhar o inquérito, o promotor Marino Cotta e a juíza.
Um defensor público também estava presente, assim como um representante do consulado argentino. Os agressores foram identificados também com a ajuda de imagens da televisão, requisitadas pela juíza.
Os agressores e o consulado argentino pediram desculpas publicamente para que as vítimas aceitassem a proposta de acordo, segundo a comandante do CPC.
Chama-se transação penal o instrumento jurídico que permitiu transformar o processo criminal formal no acordo proposto pelo Ministério Público. Esse instrumento existe desde 1995, com a instituição da lei 9.099, que criou os Juizados Especiais Criminais.
Redação Futebol Bauru
04/04/2013.

