Atacante que calou Maracanã, morre no Uruguai

17/07/2015Mais Esportes

Quinta-feira passada, data em que o Uruguai comemorou 65 anos da vitória sobre o Brasil na final da Copa de 1950, no Maracanã, morreu Alcides Ghiggia, 88 anos, autor do gol que garantiu o triunfo que passaria a ser conhecido daí em diante como o Maracanazo.

 

Ghiggia era o último dos uruguaios que participaram da partida que estava vivo.

 

Ex-ponta direita, Ghiggia morreu após sofrer ataque cardíaco. Vivia na cidade de Las Piedras, no sul do Uruguai. A informação foi confirmada por seu filho, Arcadio, para o jornal uruguaio El Observador.

 

O ex-presidente uruguaio José Mujica afirmou ao Montevideo Portal que o gol de Ghiggia em 1950 “marcou a maior façanha esportiva da história do Uruguai e provavelmente a maior façanha que se escreveu”.

 

Na Copa de 1950, Ghiggia fez gols em todas as partidas da competição, feito que só seria repetido por Jairzinho na Copa de 1970, no México.

 

O gol que marcaria definitivamente sua carreira foi marcado aos 34 minutos do segundo tempo, quando a partida estava empata por 1 a 1.

 

Ghiggia conduziu a bola pela direita e, diante da marcação de Juvenal que se aproximava, chutou para o gol. O goleiro Barbosa, que seria criticado pelo resto de sua vida pelo lance, viu a bola passar ao seu lado, rente à trave esquerda.

 

Cerca de 200 mil torcedores presenciaram a derrota brasileira no Maracanã.

 

“Apenas o Papa, o Frank Sinatra e eu calamos o Maracanã”, foi sua frase mais conhecida sobre a final, repetida diversas vezes ao longo dos anos.

 

O Maracanazo foi tido por décadas como a pior derrota da história da seleção brasileira. Contudo, isso passou a ser colocado em questão após a goleada humilhante de 7 a 1 para a Alemanha, pelas semifinais da Copa de 2014, no Mineirão, em Belo Horizonte.

 

Redação Futebol Bauru

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17/07/2015.

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