Assustados, jogadores querem deixar o Corinthians

04/02/2014Mais Esportes

A reação dos jogadores do Corinthians à invasão ao CT - Centro de Treinamento, ocorrida sábado passado, poderá causar a saída de atletas do clube.

 

A Folha apurou com jogadores do clube que a violência da torcida fez com que parte do elenco, entre titulares e reservas, queira deixar o Corinthians por medo.

 

A invasão dos torcedores ao CT resultou na destruição dos carros do zagueiro Paulo André e do auxiliar de preparação física Flávio Grava, filho do médico Joaquim Grava.

 

Três celulares, um deles que pertencia ao meia Ramírez, e um rádio foram roubados. Uma porta de vidro do local foi quebrada.

 

O atacante Guerreiro chegou a ser esganado por um dos torcedores.

 

Dada a possibilidade de passar novamente por esse tipo de pressão, os jogadores cogitam seriamente deixar o clube.

 

Não queriam jogar

O entendimento de líderes do elenco é que a diretoria do Corinthians deveria ter sido mais veemente nas reações após a invasão.

 

Após o acontecimento, os jogadores disseram à direção que não queriam jogar contra a Ponte Preta, pois estavam apavorados.

 

A vontade do presidente Mário Gobbi e da diretoria era a mesma, o que os levou a tentar adiar a partida contra a Ponte Preta, em Campinas.

 

Mas por força de contratos assinados com a FPF - Federação Paulista e com a TV Globo, detentora dos direitos de transmissão, o clube não poderia se negar a jogar.

 

Essa informação foi passada, ainda no sábado, pela diretoria aos jogadores. E os dirigentes e os atletas entraram em consenso de que o Corinthians deveria ir a campo.

 

O presidente Mário Gobbi disse que nenhum atleta manifestou desejo de sair do clube. “Nenhum jogador pediu para ir embora. Todos estavam abalados emocionalmente. Foi chocante para todos nós”, disse.

 

Entretanto, era grande a indignação dos jogadores com a invasão e com a reação da diretoria.

 

Redação Futebol Bauru

www.futebolbauru.com.br

04/01/2014.

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