Amigos, mas com relações diferentes
Apesar de todas as semelhanças, os presidentes Ricardo Teixeira, da CBF, e Julio Grondona, da AFA, guardam diferença importante: a relação que têm com o governo de seus países, especialmente com Dilma Rousseff e Cristina Fernández de Kirchner.
O brasileiro se orgulha de a CBF não receber dinheiro estatal. “A entidade é privada, não tem dinheiro público, não tem isenção fiscal”, disse, em entrevista à revista Piauí.
Teixeira não dialoga tão bem com Dilma como com o antecessor Luiz Inácio Lula da Silva e também não se entende com o ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior.
Grondona consolidou definitivamente sua relação com o poder dois anos atrás, quando a AFA - Associação de Futebol Argentina que preside selou inédito acordo com a presidência argentina para estatizar o futebol do país.
Atualmente, o dirigente é um dos principais aliados de Cristina e defende com fervor o governo dos Kirchner, iniciado em 2003 com Néstor, marido e antecessor da atual presidenta, morto em 2010.
Até 2009, a empresa Torneos y Competencias, do Grupo Clarín, detinha os direitos do futebol nacional. Com a briga entre o conglomerado de mídia e o governo, Grondona se aliou à Casa Rosada para romper o contrato.
Por um valor quase três vezes maior, assinou o que ficou conhecido como Futebol para Todos, nome do selo governamental.
Todas as partidas são exibidas na TV pública, em meio a inúmeras propagandas do governo. E o Campeonato Argentino foi batizado de Torneo Néstor Kirchner.
Redação Futebol Bauru
11/09/2011.

