Africanos mantêm domínio na São Silvestre
Os africanos dominaram, mais uma vez, a 91ª Corrida de São Silvestre e não deram chances aos brasileiros, que conseguiram, no entanto, chegar ao pódio no masculino e também no feminino.
O queniano Stanley Biwott venceu pela primeira vez a São Silvestre. Já havia vencido este ano a Maratona de Nova York, nos Estados Unidos.
Atrás de Biwott, chegaram mais três africanos: os etíopes Leul Aleme e Feyisa Gemechu e o queniano Edwin Rotich, bicampeão da São Silvestre em 2012 e 2013 e vencedor da Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro.
O brasileiro Giovani dos Santos, chegou em quinto lugar, mesma posição que havia obtido na prova do ano passado. Em 2013, também foi o melhor brasileiro, chegando em quarto lugar.
Apenas em 14º
Solonei Rocha da Silva, único brasileiro com vaga garantida nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, chegou apenas em 14º lugar.
Solonei virou alvo de polêmica com outros maratonistas por ter garantido a vaga olímpica após ter ficado entre os 20 primeiros do Mundial, segundo novo critério fixado pela CBAt - Confederação Brasileira de Atletismo, independente do fato de não ter um dos três melhores tempos.
O Brasil não tem um vencedor na São Silvestre desde 2010, quando Marílson Gomes dos Santos conquistou seu terceiro título. Desde então, apenas atletas africanos subiram ao lugar mais alto do pódio.
No feminino, o triunfo foi de Yimer Wude Ayalew, da Etiópia. Assim, se completam cinco edições sem vitórias do Brasil entre os homens e nove entre as mulheres.
A vitória de Ayalew, com o tempo de 54m03, foi sua terceira na São Silvestre. Campeã do ano passado, também havia ficado com o primeiro lugar em 2008.
A melhor brasileira na prova foi Sueli Pereira que acabou na quarta colocação. Logo na sequência, chegou Joziane Cardoso.
A corrida reuniu cerca de 30 mil corredores de 37 países e de todos os Estados do Brasil. A largada e a chegada foram na avenida Paulista,
Redação Futebol Bauru
31/12/2015

