Ações na Justiça impedem venda de estádio
Tida como salvação para a profunda crise financeira da Portuguesa, a venda do Estádio Canindé está barrada pelo Tribunal do Trabalho.
A Justiça reuniu, em única ação, valores devidos pelo clube em oito processos diferentes. A soma é de R$ 47 milhões 325 mil reais até agora, mas pode aumentar caso novas execuções sejam adicionadas.
Para garantir o pagamento dos débitos, a 59ª Vara Trabalhista de São Paulo não só penhorou, como também tornou indisponível terreno de 42 mil metros quadrados da sede social do clube.
Qualquer negociação referente ao imóvel, que não inclui a área onde está o estádio, apenas as áreas de administrativas e de lazer, tem de passar pelos Tribunais.
Entre os ex-jogadores que têm dinheiro a receber da Portuguesa estão o ex-zagueiro Rogério Pinheiro (R$ 10 milhões de reais) e o atacante Ricardo Oliveira (R$ 1 milhão de reais).
Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal Regional do Trabalho da 2º Região, 139 processos tramitam contra a Portuguesa no órgão, em diferentes fases.
O Canindé é o maior patrimônio da Portuguesa, que tem dívidas expressivas. Só aos governos Federal, Estadual e Municipal, são cerca de R$ 100 milhões de reais.
Redação Futebol Bauru
14/04/2015

